Chapa Feita – PPS e PV

Está mais do que confirmado: PPS e PV formaram “chapa” para a disputa ao Paço Municipal goianiense!

Hoje, na Assembléia Legislativa de Goiás (casa de leis ou balcão de negócios?), foi anunciado a candidatura de Gilvane Felipe como candidato à prefeito e Jaqueline Vieira como vice. Entre os principais “convidados”, estavam presentes o senador e presidente do PPS Roberto Freire, o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, o deputado federal do DEM, Vilmar Rocha, a presidente da Agência Goiana de Cultura, Linda Monteiro, o presidente regional do PV, Paulo Souza.

Quem subiu primeiro no palanque foi Linda Monteiro. Discursou, discursou, falou, falou, blá, blá, blá… até que disparou uma frase que para alguns, foi de doer! Linda disse que “a política tem que manter o encanto”. Santa paciência, pensei comigo mesmo, ali parado, olhando aquela cena insólita… a frase ficou ecoando na minha cabeça… “a política tem que manter o encanto”… Pensei comigo: não seria exatamente o contrário? Manter o encanto patavinas nenhuma! Esses políticos deveriam entender que cidadãos não são iguais a cobras adestradas sempre prontas ao “encantamento”. Linda, a política deveria era eliminar os encantos! Eliminar as ilusões! Linda Monteiro não deve saber (ou será que sabe MUITO BEM?), mas encantar, dentre outras coisas, significa “enfeitiçar por meio de supostas operações mágicas”. Minha “lindinha”, na política, não existe mágica!

Continuando…

Enquanto Linda Monteiro tentava encantar os presentes (e pacientes), Gilvane chamou uma criança para se sentar no colo dele (mais tarde fiquei sabendo que se tratava de um dos filhos), os fotógrafos gostaram, um ou dois cinegrafistas também – caíram matando com cliques e zoons! Bom pra ele, criança costuma dar voto à políticos…

Linda finalmente (ufa!) desistiu de tentar encantar a “platéia” e se sentou. Em questão de segundos, é anunciado que o presidente regional do PV, Paulo Souza, se encarregaria do microfone. Não falou muita coisa relevante. Dei ênfase só no anúncio de que Fernando Gabeira virá à Goiânia durante a campanha e que provavelmente será realizada uma “tremenda bicicletada”. Creio que vale ressaltar também que Paulo Souza quer uma “cidade onde os ciclistas tenham vez” – isso eu também quero, mas pra ser sincero, não tenho muitas esperanças de que isso aconteça em Goiânia nos próximos 20 anos…

Depois de Paulo Souza, a coisa começou a mudar de nível, ficou mais “pop”. É que agora, o microfonado era o deputado federal Vilmar Rocha, do DEM. Dentre as “declarações”, uma bananada! Vilmar contou que foi ao evento (que não é apolítico, acreditem em mim!) Bananada e que na saída, um ambulante o questionou sobre o fato… não entendi a resposta de Vilmar (se é que ele deu alguma)! Mas tenho cá com meus botões que ele estava lá “pedindo voto adiantado”. Blá, blá, blá e… alfinetou Iris Rezende: tem uma agenda do passado, não é uma agenda para o futuro”. Vilmar disse também que a situação (caótica, diga-se de passagem) do trânsito e do transporte não estão sendo enfrentadas (concordo com ele!!!). Vilmar foi justamente onde todos vão: no calcanhar de aquíles de Iris Rezende.

Findado o “discurso” de Vilmar Rocha, eis que surge Jaqueline Vieira. Falou pouco, mas falou bonito… disse que chegou a “hora de participar”, citou Olavo Bilac, declamou um trecho da (formidável!) poesia Via láctea. O povo gostou, achou bonito! Jaqueline conseguiu o que Linda Monteiro havia tentado: encantou o povo! Até jornalistas experientes se renderam! Enquanto Jaqueline tomava emprestado palavras de Bilac, o prefeitável Gilvane entrava em êxtase. Olhou entusiasmado para Paulo Souza e disse: vai ser bacana! Nota 10! Aliás, nota 11! Fiquei pensando: o que Olavo Bilac não faz, hein? Vou usá-lo (no bom sentido) para convencer alguém!

A candidata a vice terminou o discurso deixando muita gente de olhinhos brilhando! Aí, gruda no microfone o prefeitável Gilvane Felipe. Mais piegas, impossível! Começou soltando um “meus amigos e minhas amigas” (será que aprendeu com o Sandes Júnior?), não conveceu ninguém. A platéia, há pouco tempo esquentada por Jaqueline, se tornou morna! Gilvane disse que é o único goianiense no páreo, disse que nasceu no bairro de Campinas (aproveitou para alfinetar e dizer: um bairro abandonado) e contou uma “curiosidade”: não existe nenhum vereador representando o bairro na Câmara.

Um parêntese: Gilvane é ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Governo Marconi Perillo. Ah, não sabe quem é Marconi Perillo? A Polícia Federal sabe!

Gilvane contou que só resolveu encarar o desafio por ouvir demais as pessoas dizerem que a situação estava definida e disse: Eu sou o cara! Fez algumas alusões ao fato de Iris ter perdido do então desconhecido Marconi e disse que a coisa pode se repetir (e pode mesmo!!!). Ah, detalhe: Gilvane tem 45 anos! Entendeu? 45… te lembra o quê? Gilvane também disse que espera que outras legendas se juntem na formação da Chapa que não é branca, é vermelha e verde. Outra coisa interessante foi Gilvane ter dito que não tem nenhum compromisso com empresas ligadas ao trânsito ou ao transporte (tomara!!!). Agora, Gilvane quase ganhou o meu voto quando disse que caso ele seja o próximo prefeito, disponibilizará todos os gastos da prefeitura na Internet… Não pude evitar e pensei: até os da Secretaria de Comunicação? Aí eu quero ver!!!

Depois de Gilvane, subiu no microfone o presidente nacional do Partido Verde, José Luiz Penna.

Diferente dos “discurseiros” anteriores, Penna foi bem mais crítico. Dentre várias, soltou: o nosso país é uma máquina de moer pessoas. Fixou muito o discurso na crítica aos conservadores (leia-se também Iris Rezende Machado). Chamou Hugo Chávez de irresponsável, disse que há uma corrida armamentícia acontecendo na América Latina, criticou um pouco mais os conservadores, falou que vivemos uma “cleptocracia do Estado” e citou um slogan usado por um prefeito: se não roubar, o dinheiro aparece. O detalhe: o prefeito foi processado… Dúvidas? Vão perguntar ao Penna!

Dentre várias afirmações de Penna, essa vale à pena: a imprensa brasileira cumpre atualmente o papel de avacalhar a política brasileira, atacando partidos. A imprensa não é neutra, toma partido! (Concordo em partes… acho que é demais dizer que a imprensa avacalha a política… seria injusto… afinal, a política brasileira também avacalha a imprensa!)

E finalmente, o mais esperado: o senador Roberto Freire, o mais pop dos que lá estavam… frequentado da grande casa (da mãe joana?), ilustre, etc e tal.

O discurso de Freire foi bastante crítico. Atacou o Governo Federal, inclusive o ex, FHC. Disse que nunca na história desse país, se acumulou tanta renda na mão de um grupo privilegiado como agora. Disse que os números apresentado por Lula são todos mentirosos (acho que não são todos!), meteu o cacete em Henrique Meirelle, disse que o Brasil se transformou num grande cassino e Meirelles era um dos idealisadores… Sobre Lula, Marina Silva e capitalismo selvagem: Entre Marina silva e o capitalismo predatório, Lula escolheu o capitalismo predatório.

Depois disso, me mandei, por que ninguém é de ferro!!!

Tem mais amanhã…

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