Pense nisso!
A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil! (Mário Quintana)
Os números de 2010
Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.
Números apetitosos
Cerca de 3 milhões de pessoas visitam o Taj Mahal todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 29,000 vezes em 2010. Se este blog fosse o Taj Mahal, eram precisos 4 dias para que essas pessoas o visitassem.
Em 2010, escreveu 3 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 413 artigos. Fez upload de 2 imagens, ocupando um total de 48kb.
O seu dia mais activo do ano foi 31 de julho com 272 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Meu telefone foi grampeado?.
De onde vieram?
Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram pt-br.wordpress.com, google.com.br, vassil.com.br, search.conduit.com e twitter.com
Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por miséria, miseria, vaca, urutau e pobreza no brasil
Atracções em 2010
Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.
Meu telefone foi grampeado? setembro, 2008
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Imagem na Chapa setembro, 2008
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Imagem na Chapa maio, 2008
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Eu defendo a TOTAL LIBERDADE DE EXPRESSÃO outubro, 2008
Entenda o caso Caixego janeiro, 2009
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Entrevista Henrique Meirelles
Pra quem não é assinante do O Popular, pode ler a entrevista com Henrique Meirelles, feita pela jornalista Fabiana Pulcineli, aqui:
“Eu não sou um político de carreira”
Fabiana Pulcineli, do O Popular
“Há muitos anos não sai foto minha em jornal sem eu estar de terno”, brincou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB). Sem pressa, à vontade e demonstrando tranquilidade, o peemedebista recebeu O POPULAR em seu apartamento no sábado para falar sobre sua decisão de permanecer no BC. Depois de desistir da política em Goiás pela terceira vez, ele disse que a população “é mais sábia do que parece” e sabe entender que suas decisões beneficiam o Estado. Veja os principais trechos da entrevista, que durou meia hora.
Por que a permanência no Banco Central foi uma decisão tão difícil e demorada?
É uma decisão muito importante. Pesava de um lado a alternativa de candidatura ao Senado, que é algo a que dou importância muito grande, não só pelas minhas relações com Goiás, meu histórico e a minha vontade de poder colaborar com o Estado e com o Brasil no Legislativo. Por outro lado, a minha posição no Banco Central. O presidente Lula fez um apelo para eu ficar considerando-se que é ano eleitoral, existem ainda incertezas na área econômica e seria muito importante concluir este mandato com a economia em ordem, crescendo, estabilizada. Isso é importante para o Brasil, para o governo, para o meu legado e é para Goiás também, afinal o que acontece na economia brasileira tem reflexos na economia de Goiás.
O senhor tinha mesmo interesse na candidatura ao Senado? O cargo legislativo o atrai ou o interesse maior era ao governo quando se filiou?
Meu interesse original em relação a Goiás era o governo. Mas pela evolução da economia e minhas responsabilidades no Banco Central, não poderia tomar uma decisão a tempo de organizar e estruturar uma candidatura ao governo e descartei essa possibilidade (em fevereiro). Tinha o Senado como alternativa eleitoral, que tem outras características que também são muito importantes. Não só porque eu posso ajudar o Estado, mas também participar do debate nacional. O governo atenderia a minha característica primária, de ser um executivo. Eu sou um gestor, menos do que um legislador. Mas o Senado oferece a característica de participar do debate nacional.
Quando o ex-prefeito Iris Rezende recuou da candidatura ao governo e enviou interlocutores para dizer que o partido o apoiaria, o sr. não reconsiderou a possibilidade de ser candidato ao governo?
Naquele momento, estava num processo já muito avançado de discussão sobre a minha permanência no Banco Central. Era talvez um pouco tarde para recuar imediatamente e estruturar uma candidatura ao governo de Goiás. Naquele momento, já estava se configurando uma polarização entre Iris Rezende e Marconi Perillo de um lado, e o surgimento da candidatura de Vanderlan Cardoso do outro. Achei que essa conjugação, esse quadro, fazia com que fosse um pouco tarde para reconsiderar essa hipótese. A minha permanência no Banco Central àquela altura começava a ser o mais provável e talvez necessário. E havia uma inserção minha no debate nacional, que fez com que o Senado passasse a ser uma alternativa mais viável. Então, no momento em que tomei a decisão de não me candidatar a governador em fevereiro, esse assunto ficou descartado e comecei a trabalhar outras alternativas.
Inclusive com a questão da vice da Dilma Rousseff?
Eu me filiei ao PMDB de Goiás tendo em vista a hipótese de candidatura em Goiás. Naquele momento, surgiu na visão de muitas pessoas e começou a se desenvolver a hipótese de que eu pudesse ser candidato a vice-presidente. E esse movimento começou a ganhar dimensões nacionais. E mais e mais líderes políticos, empresariais, comunitários, começaram a falar, advogar, defender essa hipótese e isso ganhou corpo de fato na sociedade. Eu concluí, no entanto, que já existia a pré-definição do PMDB de que um dos seus quadros tradicionais deveria ser o candidato a vice. O partido já tinha caminhado nessa definição. Mesmo que setores relevantes da sociedade julgassem ou julguem que meu nome seria mais adequado, concluí que isso não se colocava na medida em que o PMDB já tinha, em termos práticos, definido o nome (o do deputado federal Michel Temer, presidente do partido).
Acha que faltou espaço no PMDB nacional e no estadual pelo fato de ser novo no partido? Tem essa frustração por não ter conseguido respaldo?
Não. São duas coisas diferentes. O PMDB de Goiás me abriu todas as portas. Quando me filiei, o partido me ofereceu a candidatura a governador ou a senador. Eu, no entanto, avisei, desde o primeiro dia, que apenas poderia me definir no final de março, como aconteceu de fato. O partido me apresentou, já em dezembro, a preocupação de que seria importante definir um nome para governador o mais rápido possível. Concluí, com a evolução da economia brasileira e com algumas decisões muito importantes ainda a serem tomadas, que não era viável tomar uma decisão naquele momento. Voluntariamente, tomei a decisão de liberar o partido e me dedicar à alternativa do Senado. A porta ficou sempre aberta para o Senado. Em relação à questão nacional, o partido me recebeu muito bem, com todas as honrarias e deferência. Agora, o partido já tinha escolhido quem poderia vir a ser o candidato a vice, era um processo já finalizado, construído durante muito tempo. Era um fato consumado. Não havia mais o que rediscutir. É um partido grande, complexo, com diversas correntes, e o partido tinha trabalhado durante muito tempo para conseguir uma unidade. Essa unidade foi simbolizada pela escolha de um nome para disputar a vice na chapa da Dilma. Portanto, parece-me absolutamente razoável que isso já esteja definido. Não posso entender isso como falta de espaço. O partido me oferece todo espaço possível. Me ofereceu candidatura ao Senado, me oferece espaço em um governo de que o partido venha a participar no futuro, em condição prioritária, caso seja do meu interesse.
A jornalista Miriam Leitão publicou artigo em que o sr. diz que não se vê daqui a quatro anos disputando eleição. Isso é fato? O sr. descarta uma candidatura em 2014?
Não, não descarto. Não é uma decisão. É meramente uma avaliação preliminar. Eu olho à frente e acho que não é a hipótese mais provável, hoje. Mas é mera avaliação, pela evolução do quadro político. Agora, sou um homem que escolheu a carreira de servir ao País, de fazer parte do serviço público e tudo é possível.
O sr. falou também na entrevista coletiva que nunca teve ambição política. O que significa essa expressão? Por que se filiou então ao PMDB?
São duas coisas diferentes. A filiação para assegurar um direito político não quer dizer ambição política. É interessante como isso é difícil de ser entendido, especialmente no Brasil. Em outros países, talvez seja mais fácil. A falta de ambição política significa que em nenhum momento hesitei ou hesito em não disputar uma eleição – ou mesmo, como em 2002, a renunciar ao mandato – para servir ao País. Isto é, eu não sou um político de carreira, para quem um cargo eletivo é algo que tenha de ser perseguido a qualquer momento. É uma alternativa. 2002 foi exemplo concreto. Fui eleito deputado federal, convidado pelo presidente Lula a ir para o BC, achei que podia servir melhor ao País e renunciei ao mandato com a maior tranquilidade. Isso eu chamo de falta de ambição política. Não quer dizer que não possa contemplar um mandato eleitoral. Posso, perfeitamente. Mas não vou perseguir um mandato. Agora, por exemplo, considerei a hipótese (de candidatura) com todo respeito e deferência. No momento em que achei que era mais importante para o País ficar no BC, fiquei.
Houve muita expectativa tanto em 2005 (quando anunciou que não se filiaria para concorrer às eleições de 2006) como agora por sua candidatura. Acha que ficam desgastes para o sr. em Goiás, especialmente no meio político?
Em 2002, quando aceitei a presidência do Banco Central e renunciei ao mandato, pareceu, num primeiro momento, principalmente na classe política, que teria havido um grande desgaste. Parecia que eu tinha optado por não servir o povo de Goiás. A mesma coisa em 2005. Ficou claro, com o crescimento econômico de Goiás nesse período, com as vantagens que Goiás teve com a minha administração no BC, com o que se criou de emprego, indústria, capacidade de crescimento do Estado, tudo isso fez com que os goianos entendessem que tinha sido uma boa opção. E isso fez com que inclusive agora meu nome estivesse de novo sendo demandado, solicitado pela classe política, pela população, a pleitear um mandato. Acredito que a população é mais sábia do que parece. A população tem uma visão muito clara de onde está seu interesse imediato. Ela sabe julgar quem está tomando uma decisão para servir a esta população, a este Estado. Acho que a população fez este julgamento e agora mais uma vez. Ela certamente sabe apreciar. Se essa minha decisão se revelar correta novamente e o Brasil continuar crescendo, Goiás continuar crescendo, certamente isso será reconhecido pela população.
Qual será seu comportamento na campanha? Terá alguma participação em Goiás ou em nível nacional?
A minha posição no Banco Central não me permite ter participação em campanha eleitoral. Não tive participação na campanha de 2006, inclusive com o presidente Lula sendo candidato à reeleição. Eu não participei de nenhum comício, de nenhuma inserção de televisão, sendo ministro dele.
Então não estará no palanque de Iris Rezende?
Não, não terei participação em campanha.
O sr. fez compromisso com Iris de disputar o Senado? No mesmo dia em que o sr. anunciou que ficaria no BC, o ex-prefeito, pela manhã, dava como certa a sua saída, disse que acreditava muito que seria candidato ao Senado e fortaleceria a chapa do PMDB.
Acho que você disse bem. Ele acreditava muito. Acreditava muito que seria uma boa opção para a chapa do PMDB e para mim. Ele me ligou de fato na véspera e desenvolveu uma argumentação muito persuasiva no sentido de que eu deveria ser candidato ao Senado. Ele estava muito convencido disso, de fato. Eu disse que o presidente Lula havia me pedido mais 24 horas e que, dentro deste prazo, tomaria a decisão. Não houve nenhum compromisso. Agora, não há dúvida de que ele acreditava muito na hipótese e acreditava firmemente que seria a melhor opção para Goiás e para mim. Respeito muito a opinião dele e levei isso em conta também na minha decisão.
Ficou alguma mágoa em relação a Iris?
Não, não ficou mágoa.
Fala-se muito que o sr. teria ficado insatisfeito com a pressão para que se posicionasse em relação à disputa pelo governo e também que o sr. desistiu de disputar o Senado até como retaliação pela postura do prefeito.
Essa é uma decisão muito importante para ser tomada por um motivo tão pueril como uma retaliação. Foi uma decisão de deixar de me candidatar ao Senado Federal para permanecer no Banco Central do Brasil. É uma decisão muito importante para a Nação para que possa ser influenciada por fatores emocionais. Principalmente eu, que sou um homem que tem por característica ser bastante racional em suas decisões, bastante maduro, bastante equilibrado. Não há nenhum componente emocional. Foi uma decisão do que considerei ser o melhor para o País e para a preservação do meu legado na construção da estabilidade monetária e financeira do Brasil.
Saindo da parte política, como acha que tem de ser resolvida a crise da Grécia, que atinge a Europa, que tem moeda única? As medidas tomadas até aqui são tranquilizadoras ou o problema ainda está longe de acabar?
Eu acho que o problema ainda está longe de acabar. A situação fiscal da Grécia e de outros países do Mediterrâneo é muito séria. Vai exigir um sacrifício enorme da população, um ajuste fiscal muito sério. E há algumas características importantes, como o fato de que esses países não podem desvalorizar a moeda, que normalmente é algo que ajuda num momento de crise. O Brasil, por exemplo, teve desvalorização forte da moeda em 2002 e isso ajudou a sair da crise porque gerou saldos comerciais, de conta corrente. Isso gera queda de poder de compra da população e ajuda na recuperação. Na Grécia e em outros países europeus isso não pode acontecer. Então, a única solução é uma forma de queda do salário nominal da população e de ajuste fiscal rigoroso. Isso é muito penoso. E demora.
Até que ponto a crise pode atingir a economia brasileira?
Um problema, uma crise, não é bom para ninguém. Mas a dimensão do problema europeu é menor do que do problema americano e europeu em 2008. Não há risco de quebra de grandes bancos europeus em função da Grécia. E, segundo, não há incerteza em relação a quais bancos estão envolvidos. Então aquele clima de paralisação do mercado de crédito que ocorreu em 2008 não deve acontecer agora.
O cenário aponta mesmo para a necessidade de aumento da taxa básica de juros por conta da alta da inflação?
Não falamos especificamente sobre o que o Banco Central vai fazer. Nós sinalizamos cenários. O que chamamos atenção é que, quando o Banco Central faz uma projeção de inflação com a Selic constante, a inflação fica acima da média. Quando faz projeção com as hipóteses de aumento da Selic que são previstas pelo mercado, a inflação fica abaixo da média. A partir daí, as pessoas cheguem às suas conclusões. Não nos comprometemos e nem pré-anunciamos nenhuma decisão.
O que acha das críticas de agentes econômicos de que o BC está atrasado na decisão de aumentar a taxa Selic, que isso já deveria ter sido feito?
As projeções de inflação, já publicadas pelo próprio Banco Central, indicam que o Banco Central está absolutamente na hora certa.
Por fim, e seu futuro? O que planeja fazer?
Em primeiro lugar, concluir meu mandato no Banco Central, contribuir para a consolidação da estabilidade da economia e, a partir daí, participar do debate nacional visando assegurar que a estabilidade seja um valor nacional.
Acha possível ocupar um cargo no governo federal se o ex-governador José Serra for eleito presidente?
Não, eu não acredito que o ex-governador José Serra e eu possamos chegar a este tipo de entendimento, porque, afinal de contas, sou ministro há oito anos do governo Lula. Por outro lado, existem alternativas diversas em que eu possa inclusive encontrar formas de participar do debate nacional e também poder ajudar Goiás de forma mais direta, seja no setor público ou privado.
Como seria essa ajuda?
Diversas maneiras. Não só no setor privado, organizando projetos que possam vir para Goiás, que possam trazer emprego, crescimento e capital para o Estado. Tenho inserção internacional hoje em função do sucesso da economia brasileira, do Banco Central. Estou recebendo prêmios do mundo inteiro. Hoje os investidores do mundo todo me convidam para participar de palestras, conversas, para ouvir as minhas opiniões sobre onde e como investir no Brasil. Hoje, não tenho tempo para atender isso. Acredito que posso colaborar muito com Goiás levando o nome do Estado ao exterior, trazendo investimentos, tendo foco especial para ajudar o Estado a crescer, criar emprego. Acredito que posso desempenhar um papel fundamental.
“Meu interesse original em Goiás era o governo. Mas pela evolução da economia e minhas responsabilidades no Banco Central, não poderia tomar uma decisão a tempo de organizar e estruturar minha candidatura ao governo e descartei essa possibilidade.”
Transporte Coletivo: o que dói é a (in)diferença!
Se eu soubesse que o Transporte Coletivo de Goiânia é ruim porque não há o que fazer, seria o primeiro a dizer ao prefeito Iris Rezende: Ok, prefeito, você tentou e fez o melhor que pôde.
No entanto, a coisa não é assim!
É claro e notório que o Transporte Coletivo de Goiânia é muito ruim… ruim demais! O prefeito Iris Rezende não cumpriu as promessas que fez…
Se o amigo (ou nem tão amigo assim) leitor já tiver usado o Transporte Coletivo de Goiânia, sabe bem do que falo. E se você não usou o transporte coletivo de Goiânia, experimente! Sinta na pele o que centenas de milhares de goianos sentem todos os dias. É vergonhoso… lastimável… chega a ser asqueroso!
Pra aumentar ainda mais a minha revolta, dou de cara com uma twittada que falava sobre o transporte coletivo em Dubai e se torna impossível me perguntar: por que tamanha diferença? Será que é pelo tamanho da indiferença?
Nos EUA online bate jornais em papel
Nos Estados Unidos, os jornais digitais são mais populares do que a imprensa “tradicional”, em papel. Esse foi o resultado de um estudo do Pew Research Center.
O meio online é o terceiro meio mais popular depois das redes de televisão locais e nacionais, disse o El País.
Ainda segundo o estudo, as “pessoas querem acesso imediato às notícias; em qualquer momento e em qualquer lugar, querem manter-se informados sem ter de esperar”.
Um outro dado interessante foi em relação a mudança na forma de consumir notícias, através das redes sociais e como a telefonia tem deixado os leitores sempre “ligados”.
Nota-se também que as redes sociais servem para que o leitor filtre e reaja perante as notícias.
Ter acesso às notícias tornou-se uma experiência social e não apenas uma “ação” receptiva. Leitores trocam idéias, comentam e debatem em suas redes sociais e no twitter as notícias.
Fonte: Mob Web Marketing
CityBus: um apartheid camarada em Goiânia, por Yuri Brandão
Fonte: Quarto Poder.info
Autor: Yuri Brandão
Imagem: @andredemoraes
É incrível como ainda nos dias de hoje, com a palavra “inclusão”, sendo tão difundidas por ONGs, empresas privadas e governos ditos “populares”, práticas discriminatórias e segregadoras ainda são feitas insistentemente pelas pessoas que deveriam nos representar decentemente nos Poderes Legislativo e Executivo de Goiânia.
O serviço complementar diferenciado de transporte coletivo, chamado “Citybus”, implantado pela CMTC (Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo), SETRANSP (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros) e aprovado pela CDTC (Câmara Deliberativa de Transporte Coletivo), entrou em circulação no dia 20 de abril, oferecendo através de microônibus novos, uma modalidade de transporte mais confortável e elitizado que percorre os bairros nobres de Goiânia até o Centro. Tudo seria perfeito, se não houvesse um detalhe: no ponto nº 7 e no parágrafo 1º do art. 2º da Resolução nº 48 de 13 de abril de 2009, excluem a gratuidade dos benefícios do Passe – Escolar, do Passe – Livre dos idosos e dos deficientes físicos e visuais no uso dos serviços do Citybus, além de uma tarifa bastante onerosa para a camada de baixa renda.
Em Goiânia, há uma grande diferença de tratamento entre usuários do transporte regular integrado, o chamado transporte coletivo e o transporte diferenciado, o Citybus. Começa pela tarifa: no transporte coletivo, a tarifa é de R$ 2,25. No Citybus, a tarifa é de R$ 4,50, o dobro da tarifa do transporte popular.
Na entrada do transporte coletivo, não há filas organizadas em muitos pontos e terminais, havendo tumultos e muitas pessoas correndo o risco de serem machucadas, especialmente idosos e crianças. E quando machucadas, não há nenhum tipo de fiscalização por parte da CMTC ou qualquer tipo de auxílio para amparo destas pessoas. Na entrada do Citybus, pela alta tarifa e pela exclusão dos grupos do Passe – Livre e Passe – Escolar, quase não há filas, por isso sua entrada se torna mais confortável. Os motoristas do transporte coletivo, não são preparados para lidarem com passageiros, principalmente idosos e deficientes físicos.
No Citybus, o tratamento dado pelos motoristas aos passageiros que embarcam é de uma qualidade referencial para outras capitais do Brasil, muito educados e atenciosos. Os assentos do transporte coletivo são na sua maioria bancos de plástico, com apenas o encosto de cabeça almofadado, tendo assentos almofadados apenas para obesos, gestantes e acompanhantes de cadeirantes (total de 3 assentos). No Citybus, todos os assentos são almofadados. Muitos ônibus do transporte coletivo, principalmente os que circulam em bairros periféricos e por Aparecida de Goiânia são sujos e empoeirados. Os microônibus Citybus são todos de uma limpeza impecável.
No transporte coletivo, as janelas e saídas de ar pelo teto são pequenas e em dias de calor, torna o veículo abafado e quente. No Citybus, é disponibilizado o serviço de ar – condicionado. No transporte coletivo, os vidros não possuem nenhum tipo de proteção contra o sol escaldante de Goiânia, o que obriga os passageiros muitas vezes a abandonarem seus assentos por causa da forte luz solar e incomodam portadores de deficiência visual. No Citybus, todos os microônibus são revestidos por uma película que impede a entrada da luz solar. O transporte coletivo, mesmo deficiente, cobre tanto bairros centrais como periféricos. O Citybus cobre somente bairros centrais, excluindo de sua rota os bairros periféricos. No transporte coletivo, há a entrada reservada para cadeirantes. No Citybus, não existe uma entrada específica para esta categoria de deficientes, o que os impede de utilizar este serviço, mesmo com disponibilidade de pagar por uma tarifa mais cara.
É um tremendo absurdo uma prefeitura como a de Goiânia, que sempre coloca nossa cidade como a 1º colocada em qualidade de vida no Brasil, institui uma espécie de “apartheid camarada”. Na África do Sul, direitos eram segregados em razão da cor e da classe social. Mas em Goiânia, a prefeitura prefere a segregação social na questão do transporte coletivo urbano do que oferecer uma opção de transporte de qualidade a um preço baixo a toda população e Goiânia. E pior: tanto o Citybus quanto o transporte coletivo, não há um clareza quanto o trajeto das linhas, exceto em abrigos com mais de 4 anos de uso e no site da CMTC. Quando se trata de se reduzir o impacto do caos do trânsito de Goiânia, o Citybus é referido como transporte coletivo.
Quando é pra justificar o veto do uso do Passe – Livre e Passe – Escolar, o Citybus é tratado como transporte seletivo e diferenciado. Justificam os mandatários do transporte coletivo de Goiânia que a abertura de benefícios para idosos, deficientes tanto físicos como visuais e estudantes inviabilizariam a continuidade do serviço do Citybus, pois haveria prejuízos financeiros para as empresas. Mas, será que para ser tratado com respeito e dignidade no transporte coletivo de Goiânia, o usuário deve ser obrigado a desembolsar R$ 4,50 e assistir vários Citybus circulando vazios pelas ruas de nossa capital, poluindo o meio ambiente? Será que em nossa democracia goianiense, os interesses particulares de empresários do transporte coletivo devem estar acima dos interesses da população, principalmente idosos e deficientes físicos e visuais, grupos mais frágeis e que deveriam ser amparados pelo poder público e iniciativa privada?
Mas está tudo dentro da lei, isso é verdade. A Resolução nº 48, de 13 de abril de 2009 emitida pela CMTC no Diário Oficial do Município do dia 15 de abril de 2009 tem fundamentação na Lei nº 8987/95 em seu artigo 13: “As tarifas poderão ser diferenciadas em função das características técnicas e dos custos específicos provenientes do atendimento aos distintos segmentos de usuários” e a Lei 9074/95 em seu art. 35: “A estipulação de novos benefícios tarifários pelo poder concedente, fica condicionada à previsão, em lei, da origem dos recursos ou da simultânea revisão da estrutura tarifária do concessionário ou permissionário, de forma a preservar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
Parágrafo único. A concessão de qualquer benefício tarifário somente poderá ser atribuída a uma classe ou coletividade de usuários dos serviços, vedado, sob qualquer pretexto, o benefício singular.”
É para isso que nós votamos. Para que os legisladores utilizem a lei contra uma imensa maioria e a favor de uma minúscula minoria. É por isso que todas as classes marginalizadas pelo Citybus (idosos, deficientes, estudantes e trabalhadores) devem se organizar e lutar por um direito que pertence a todos os brasileiros: transporte público, de qualidade e acessível a toda a população.
www.quartopoder.info
Acesse: www.quartopoder.info
QuartoPoder.info
Ato em Brasília pede 40 horas de jornada de trabalho
tirado de: http://www.goiasemluta.blogspot.com

A Conlutas participou ontem, na Câmara dos Deputados, da manifestação das centrais sindicais pela diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o aumento do adicional de hora extra de 50% para 75%. O ato foi durante a votação da Proposta e Emenda Constitucional que diminui a jornada, na comissão especial da Câmara dos Deputados criada para discutir o tema.
O projeto foi aprovado na comissão. Agora a PEC precisa de 308 deputados federais e 49 senadores para ser aprovada. Apesar de não ser nossa proposta, pois queremos a jornada semanal de 36 horas, vemos a possível mudança como um avanço. E sabemos que ela só será implementada com muita mobilização.
Durante o ato estiveram presentes várias centrais sindicais, que lotaram o auditório da Câmara. Os parlamentares da comissão lembraram que apenas a luta de décadas da classe trabalhadora permitiu esta vitória. “Esta batalha começou no século dezenove, quando oito trabalhadores foram mortos nos Estados Unidos por lutarem pela jornada de 48 horas”, lembrou o relator do projeto, o deputado Vicentinho (PT-SP).
A PEC 231/95, foi apresentada em 1995 pelo então deputado federal Inácio Arruda (PCdoB-CE). Ela muda a Constituição Federal, que regulamenta a atual jornada de 44 horas. Pela PEC, a mudança será feita sem nenhuma redução de salários e direitos.
Benefícios – A redução da jornada de trabalho para 40 horas pode gerar 2 milhões de empregos, segundo o deputado Vicentinho. Ele lembrou que em 1988, durante a Assembleia Nacional Constituinte, a jornada diminuiu de 48 para 44 horas e a economia não foi prejudicada.
Apesar do claro benefício para a população, a PEC não foi aprovada por causa do lobby dos empresários no congresso. Os patrões dizem que o Brasil deixaria ser “competitivo” para os investimentos das multinacionais. Mas Vicentinho lembrou que na maioria dos países já tem carga horária de 40 horas ou menor.
O deputado Inácio Arruda lembrou que a redução da jornada é uma necessidade histórica. “A tecnologia mudou o mundo do trabalho. A produtividade das indústrias aumentou 113% de 1990 até 2000. A mecanização deve ser um meio de diminuir a carga horária do trabalhador, ao invés de gerar desemprego”, disse Inácio.
Em enquete na comunidade do orkut da UFG, 81% responderam que o governo Alcides é “ruim” ou “péssimo”. Apenas 5% dos participantes votaram na opção “ótimo”. Está certo que orkut não tem nada de oficial, como um Ibope da vida. Mas foram 309 votantes, e em uma comunidade com mais de 13.500 participantes.
Isto mostra que a moral do governador entre estudantes, funcionários e professores da UFG é, no mínimo, baixa. E olha que a enquete foi com o pessoal da Universidade Federal, imaginem na UEG depois que o repasse foi diminuído…
A UFG tem uma “comunidade” de mais de 20 mil pessoas, contando quem estuda e trabalha na instituição. E é de que sai boa parte dos chamados formadores de opinião do Estado. A enquete obviamente não é uma amostra da opinião pública em geral, mas que é um termômetro, isto é. Melhor que muitas pesquisas publicadas na imprensa paga pelo próprio governo.
Agora em julho, terá congresso da União Estadual de Estudantes, que é presidida por um membro do partido de Alcides, o PP. Será que esta insatisfação será discutida lá? Apostaria um doce que não.
Confira a enquete:
http://www.orkut.com.br/Main#CommPollResults.aspx?cmm=147889&pid=2058546844&pct=1235636782
Grupo “Vida Seca” lança seu primeiro CD
O grupo goianiense “Vida Seca”, que transforma materiais encontrados na rua em percussão lançou seu primeiro CD. “Lixo ritmado, batuque reciclado” é o primiero trabalho gravado do grupo que já há cinco anos faz suas apresentações ao vivo. A ideia da banda é transformar aquilo que julgamos inútil, o lixo, para fazer os mais variados instrumentos musicais. Vale a pena conferir este exemplo de boa arte feita em nosso estado, que é mostrada neste documentário:
José Serra “explica” a gripe suína
Primeiro lugar nas pesquisas para presidência da república. Governador do maior estado do país. Ex-ministro da saúde. Enfim não é “qualquer um”. Mas vejam só o que José Serra fala sobre a gripe suina. Para alguém que tem a fama de sério, isto simplesmente não tem explicação.
Uma palavra: ridículo

