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Ato em Brasília pede 40 horas de jornada de trabalho

tirado de: http://www.goiasemluta.blogspot.com

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A Conlutas participou ontem, na Câmara dos Deputados, da manifestação das centrais sindicais pela diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o aumento do adicional de hora extra de 50% para 75%. O ato foi durante a votação da Proposta e Emenda Constitucional que diminui a jornada, na comissão especial da Câmara dos Deputados criada para discutir o tema.

O projeto foi aprovado na comissão. Agora a PEC precisa de 308 deputados federais e 49 senadores para ser aprovada. Apesar de não ser nossa proposta, pois queremos a jornada semanal de 36 horas, vemos a possível mudança como um avanço. E sabemos que ela só será implementada com muita mobilização.

Durante o ato estiveram presentes várias centrais sindicais, que lotaram o auditório da Câmara. Os parlamentares da comissão lembraram que apenas a luta de décadas da classe trabalhadora permitiu esta vitória. “Esta batalha começou no século dezenove, quando oito trabalhadores foram mortos nos Estados Unidos por lutarem pela jornada de 48 horas”, lembrou o relator do projeto, o deputado Vicentinho (PT-SP).

A PEC 231/95, foi apresentada em 1995 pelo então deputado federal Inácio Arruda (PCdoB-CE). Ela muda a Constituição Federal, que regulamenta a atual jornada de 44 horas. Pela PEC, a mudança será feita sem nenhuma redução de salários e direitos.

Benefícios – A redução da jornada de trabalho para 40 horas pode gerar 2 milhões de empregos, segundo o deputado Vicentinho. Ele lembrou que em 1988, durante a Assembleia Nacional Constituinte, a jornada diminuiu de 48 para 44 horas e a economia não foi prejudicada.

Apesar do claro benefício para a população, a PEC não foi aprovada por causa do lobby dos empresários no congresso. Os patrões dizem que o Brasil deixaria ser “competitivo” para os investimentos das multinacionais. Mas Vicentinho lembrou que na maioria dos países já tem carga horária de 40 horas ou menor.

O deputado Inácio Arruda lembrou que a redução da jornada é uma necessidade histórica. “A tecnologia mudou o mundo do trabalho. A produtividade das indústrias aumentou 113% de 1990 até 2000. A mecanização deve ser um meio de diminuir a carga horária do trabalhador, ao invés de gerar desemprego”, disse Inácio.

Alcides recebe 81% de “ruim” e “péssimo” em enquete na comunidade da UFG do orkut

Em enquete na comunidade do orkut da UFG, 81% responderam que o governo Alcides é “ruim” ou “péssimo”. Apenas 5% dos participantes votaram na opção “ótimo”. Está certo que orkut não tem nada de oficial, como um Ibope da vida. Mas foram 309 votantes, e em uma comunidade com mais de 13.500 participantes.

Isto mostra que a moral do governador entre estudantes, funcionários e professores da UFG é, no mínimo, baixa. E olha que a enquete foi com o pessoal da Universidade Federal, imaginem na UEG depois que o repasse foi diminuído…

A UFG tem uma “comunidade” de mais de 20 mil pessoas, contando quem estuda e trabalha na instituição. E é de que sai boa parte dos chamados formadores de opinião do Estado. A enquete obviamente não é uma amostra da opinião pública em geral, mas que é um termômetro, isto é. Melhor que muitas pesquisas publicadas na imprensa paga pelo próprio governo.

Agora em julho, terá congresso da União Estadual de Estudantes, que é presidida por um membro do partido de Alcides, o PP. Será que esta insatisfação será discutida lá? Apostaria um doce que não.

Confira a enquete:

http://www.orkut.com.br/Main#CommPollResults.aspx?cmm=147889&pid=2058546844&pct=1235636782

Grupo “Vida Seca” lança seu primeiro CD

O grupo goianiense “Vida Seca”, que transforma materiais encontrados na rua em percussão lançou seu primeiro CD. “Lixo ritmado, batuque reciclado” é o primiero trabalho gravado do grupo que já há cinco anos faz suas apresentações ao vivo. A ideia da banda é transformar aquilo que julgamos inútil, o lixo, para fazer os mais variados instrumentos musicais. Vale a pena conferir este exemplo de boa arte feita em nosso estado, que é mostrada neste documentário:

http://www.vimeo. com/5093984

José Serra “explica” a gripe suína

Primeiro lugar nas pesquisas para presidência da república. Governador do maior estado do país. Ex-ministro da saúde. Enfim não é “qualquer um”. Mas vejam só o que José Serra fala sobre a gripe suina. Para alguém que tem a fama de sério, isto simplesmente não tem explicação.

Uma palavra: ridículo

Trabalhadores do transporte coletivo de Goiânia e região fundam o SINDICOLETIVO

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Os trabalhadores do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia fundaram seu novo sindicato no dia 24 de maio. O SINDICOLETIVO agora representa os motoristas de ônibus e demais funcionários das empresas da área. Após a assembleia realizada na Câmara de Vereadores de Goiânia, com a presença de mais de 200 pessoas, a categoria vira uma página na história.

“Não somos mais escravos das empresas”, disse Carlos Alberto Luiz, presidente do novo sindicato. Para os fundadores do SINDICOLETIVO, o antigo sindicato dos rodoviários defendia apenas os patrões, aceitando acordos que geraram perdas para a categoria. A velha direção era ligada à Central Única dos Trabalhadores, CUT. O novo sindicato dos rodoviários teve o apoio da Coordenação Nacional de Lutas, Conlutas.

A situação dos rodoviários é precária. Apesar da passagem de ônibus ser cada vez mais cara para o passageiro, o salário da categoria é cada vez mais achatado. Quem lucra são os donos das empresas. A profissão de motorista também é uma das mais estressantes e perigosas do mundo. Por isto a disposição de luta dos trabalhadores da área.

Democracia – O novo sindicato nasceu a partir do Movimento dos Trabalhadores do Transporte Coletivo – MTC, que fazia oposição à antiga direção sindical. Não existia a possibilidade da oposição disputar eleições, devido às manobras do pessoal da CUT. Por isto o movimento preferiu desmembrar a base da entidade que representava os trabalhadores de todo o estado.

O SINDICOLETIVO já nasce com uma diretoria colegiada, em que todos os diretores eleitos têm o direito de participar das decisões. Isto acaba com o controle de apenas alguns na entidade. Os mandatos também podem ser revogados pela base, se algum diretor trair a categoria. O estatuto do sindicato também garante que são os trabalhadores, através de assembleias, é que decidem sobre os temas mais importantes, como o fechamento de acordos coletivos.

TRE-GO cassa suplente de deputado federal

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) cassou, por unanimidade, o diploma do suplente de deputado federal Fernando Netto Lorenzi. Candidato pelo PMDB nas eleições de 2006, ele foi acusado de captação e gastos ilícitos de recursos. Segundo a denúncia, ele não prestou contas de despesas com material gráfico. Os gastos não declarados chegam a R$ 48 mil. Em sua defesa, Lorenzi disse que não declarou os gastos porque “o serviço não foi pago” até agora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Netto já foi deputado estadual e parceiro de Adib Elias.

Entenda as denúncias contra Henrique Meirelles

A Folha de São Paulo do dia 12 de maio de 2005 publicou matéria explicando “tin tin por tin tin” as denúncias envolvendo o chefe da autoridade monetária brasileira. Para ler a matéria, clique aqui. Ou na foto de Meirelles, logo abaixo:

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Henrique Meirelles deve vir a Goiânia

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deve vir a Goiânia hoje para visitar a Casa Cor (mostra de decoração que acontece no Colégio Lyceu de Goiânia).

Meirelles já foi aluno do colégio, inclusive usando-o como palanque eleitoral quando candidato a deputado federal. Hoje, a cara também é de campanha. Sim, campanha! O que não se sabe é se para Senado ou Palácio das Esmeraldas.

Em maio de 2004 o engenheiro Marco Túlio Pereira de Campos, primo de Henrique Meirelles, foi pego indo do aeroporto de Congonhas para o aeroporto de Brasília portando 32 mil reais. O senhor Campos para justificar-se apresentou uma série de documentos que comprovavam ser ele procurador do presidente do Banco Central, mas entre esses documentos estavam escrituras e informações sobre imóveis e bens que divergiam no patrimônio declarado ao Ministério da Fazenda de cerca de R$100 milhões.

Uma sucessão de eventos noticiados na Folha de S. Paulo em Maio de 2005 levaram o procurador-geral da República a pedir ao Supremo Tribunal Federal a quebra do sigilo fiscal do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, por suspeita de remessa ilegal de dinheiro ao exterior bem como abertura de processo contra o mesmo. O processo foi arquivado, segundo notícia da Gazeta Mercantil no mesmo ano, após analisado improcedente pelo plenário da corte.

Para conter especulações e flutuações que poderiam refletir no mercado financeiro devido a apurações da legalidade das declarações de renda de Henrique Meirelles, a partir de uma medida provisória, a MP207, o presidente do Banco Central passou a dispor das mesmas garantias que os ministros, ou seja, foro privilegiado. Tal medida provisória foi considerada constitucional pelo STF e foi incorporada a lei 10.683 que trata sobre o assunto.

“Daqui há três décadas não teremos mais Floresta Amazônica, mas Savana Amazônica”, diz Pochmann

O eixo do discurso de Marcio Pochmann (ou Portimam, segundo Iris Rezende) não foi surpreendente, muito pelo contrário: o óbvio foi o destaque.

Pochmann chamou a atenção para a necessidade de encontrarmos um novo modelo de desenvolvimento e frizou alguns pontos: meio-ambiente e educação.

Segundo o presidente do Ipea, não serão os técnicos e economistas que vão salvar o Brasil da crise mundial. “É preciso que haja vontade política”, afirmou.

O que chamou mesmo a atenção foi a maneira dele falar. Com muito entusiasmo e paixão, o conferencista conseguiu manter a atenção de quase todos no auditório.

Entre os presentes, sem dúvida se destacam Iris Rezende Machado, Paulo Garcia e Jorcelino Braga.